segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Intercâmbio Milagroso

Eu estava pensando em como vou voltar! Claro que uma viagem para bem longe de casa por um tempo longo provoca um grande amadurecimento. Mas por quê? Por que aprendemos outra língua? Por que sentimos falta dos amigos, namorado e família? Por que saímos da nossa rotina?
Esse final de semana tive a oportunidade de ouvir palavras sábias de Lama Caroline e comecei a refletir sobre isso.
Diariamente temos a necessidade de buscarmos por algo melhor, sermos alguém melhor e é preciso ser muito forte para conseguir fazer toda e qualquer mudança no seu interior. Convenhamos: mudar um móvel de lugar, trocar de namorado ou pedir que alguém lhe compreenda é bem mais fácil que ter de encarar o ego.
O fato é: estar longe de tudo a que já estamos condicionados nos dá espaço e tempo para nos reconhecermos.
Como humanos, temos a mania de tomarmos estados mentais como verdades absolutas, se alguém se irrita, essa pessoa é irritada, se alguém mentiu, mentirosa, se alguém está com depressão, ela é depressiva, e assim vai. A todo tempo somos enganados por quem nos ama e por nossa própria mente. Esses pensamentos e sentimentos são passageiros, nossa essência é pura, é amor, é compaixão, leveza.
Quando nos permitirmos mudar nossa realidade e somos recebidos por pessoas que estão dispostas a te reconhecer pela primeira vez, temos uma nova chance de olhar o que acreditávamos ser, o que somos e o que queremos ser.
É amor! Para mim, seria impossível conseguir evoluir e olhar para dentro se não houvesse pessoas do lado de fora preparadas para despertar o que há de melhor em nós mesmos. É uma relação de interdependência, sem apegos, benéfica, altruísta e harmoniosa.
Às vezes, a rotina, o comodismo, o cansado, a falta de compaixão, compreensão e esperança, não nos permite enxergar que temos Budas ao nosso redor e que podemos ser Buda.
Este é um grito silencioso, um pedido sincero a mim mesma e a todos os Buda que ainda não perceberam sua essência.
A evolução é um caminho sem fim, paralelo a compaixão, a paz, a felicidade plena e a aprendizagem.

Dhanyavad, Lama Caroline!

OM SHANTI, SHANTI, SHANTI

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

CONCRETIZANDO A POESIA





Arochadivide.com o passarinho

Voar é conseguir
Enxergar que a
Gratidão existe onde
As paredes de concreto já
Não barram o olhar
Agora voa, passarinho, já dividimos poesia para poder multiplicar



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Por hoje basta!



Dá uma preguiça de explicar. Não tem por que. E fazer escolha ou aprender a dizer não torna-se uma verdadeira prova de amor. Sim: ser firme com quem amamos, o que inclui nós mesmos. Se não vai te fazer bem, não faça, se há algo que te incomoda, não se acomode, se está cansado de sobreviver, viva.

Cada um sabe onde o calo aperta, cada um sabe a delícia e o peso de suas escolhas e princípios e mesmo assim parece uma novela mexicana aceitar que somos diferentes.

É só o amor que liberta nosso apego e nos permite admirar e aceitar o outro como o outro.

Não sou a melhor pessoa pra falar sobre tolerância, sei que por muitas vezes erro e provavelmente eu não estaria aqui e agora se fosse diferente. Mas por hoje chega, não vou desrespeitar nada e nem ninguém pra convencer que o que eu sinto é amor.

Nunca estive sozinha e tenho certeza que nunca estarei, por que se sou aquilo que me basta é por que tive a oportunidade de me re-conhecer dentro e fora de mim.


Gratidão,

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Karma, que esse é teu, calma!

Há tempos senti umas saudades ensurdecedora, eu não conseguia pensar em nada, falar nada, organizar nada, de tão alto que ela gritava!
Há tempos a luz da minha consciência me assustou e eu não pude abrir meus olhos, me faltava coragem de enxergar.
Há tempos eu falei tanto que minha boca ficou seca, só então aprendi a escutar.
Há tempos fiquei aflita por café, mas queimei a língua pois não tive paciência de espera-lo esfriar.

Mas calma, pois ainda há tempo!

Se tudo isso aconteceu, não é com o tempo que se foi que devo brigar. Se eu errei, devo ter paciência e esperar um novo tempo chegar, minhas saudades passarão, meus olhos aos poucos vão se acostumar com a claridade, minha boca voltará a salivar assim como meu paladar também irá voltar.

Acontece que por mais angustiados que fiquemos em certas ocasiões não há muito o que fazer e não escolher nada pode ser a melhor escolha.

É tão rotineiro pensar no que vai ser que parece que temos obrigação de saber o que vai acontecer. Mas não dá pra nós! O que dá, é só o tempo.

Então calma, relaxa, vive teu karma, com calma!
Karma, o tempo vai dar!

A Calma é o ritmo que a nossa alma impõe mas que a nossa falta de fé teima em silenciar.
O Karma é o que o tempo esconde e só com muita calma, com muita alma, a gente consegue encontrar.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Escrevi e não mandei!

Quer saber? Tudo isso tinha mesmo é que acontecer!

Meu sorriso tá enferrujado, minha cabeça tá a mil, quem me conhece sabe: fora o sorriso, tá tudo como deveria estar.

Uma coisa eu lhe digo, meu caro "amigo", há um sentido em tudo isso, no choro esganiçado, na perda de controle, no desequilíbrio ou na busca de, na vontade de não reconhecer certas pessoas de costas (só pra não ter de ignorar suas atitudes mesquinhas ou simplesmente ter de aceitar que certas coisas simplesmente passam).

Acontece que mais uma vez eu cai do cavalo ou não tive humildade para acompanha-lo.

Hoje senti um cheiro que ao meu olfato não apeteceu, mas preferi aspirar profundamente o cheiro do centro, que não esconde seus defeitos (tornando-os assim: simples, característicos e até mais suportáveis), à podridão que perfumes caros costumam esconder.

Quer saber? Eu tô passando a vez.

Tô farta de gente estúpida e hipócrita! Vá pra lá com essa alienação maluca!

Não vale a pena e eu nem vou me justificar, são as minhas escolhas, ninguém pode me julgar, minha consciência já basta e quem sabe de mim sou eu.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hoje é o tempo pra eu ficar devagarinho...

"Por isso eu vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
nessa parte do caminho"

quarta-feira, 30 de março de 2011

So tired of broken hearts,

alguém me empresta uma armadura?

Meu corpo é terra fértil. O problema em estar aberto é ser alvo fácil de ervas daninhas, mas a solução em estar aberto é ter consciência de que as ervas daninhas somem se tiradas pela raiz.

E não há redoma que proteja meu solo. É só observar a natureza que aprendemos que ela sempre dá um jeito de encontrar outra saída, ela sempre consegue, ela é paciente. E por que não nós se somos a mesma matéria?

Só me resta regar todas as sementes que a vida tem me dado no desejo que o tempo, juntamente com o meu empenho, disciplina e responsabilidade, transforme-as em folhas, plantas, árvores, frutos ou até mesmo ervas daninhas. Aí então, se esse for o meu papel na natureza, que minha flora sirva de armadura para que meu solo possa alimentar os que por ali passarem.

Dhanyavad, Swami.